Faço (quase) tudo por um emprego!

Sexta-feira, Fevereiro 08, 2008

Não deu!

É, nem sempre deixar correr atrás é garantia de que vai dar certo: não fui aceito em nenhuma das duas :S

Ao menos eles me enviaram um e-mail falando, de forma eufemística e muito educada, "aí mané, zivudeu!".

Isso é importante, porque eu tou esperando o e-mail de uma certa empresa aonde eu fiz uma entrevista ano passado até hoje. :S


Sábado tem outra entrevista, mas agora eu tou meio desanimado: queria muito entrar em uma dessas duas. Principalmente na Novartis! (E sim, eu sei e até estou cansado de ouvir que as coisas vão melhorar, que eu vou conseguir e tudomais).

É, o jeito é virar hippie ou casar com alguma ricaça.

Quarta-feira, Janeiro 30, 2008

O segredo é não correr atrás

E aê, gente! Feliz natal, ano novo, hannukah, dia do Deus Texugo e qualquer coisa.

Não, eu não morri. Minha luta continua. De fato, parece que esse ano começou com a macaca (WTF?)

Bom, terminei o ano passado enviando currículo para algumas empresas de pequeno porte como a Gerdau, a Microsoft e o Banco Real. Que, claro, não deram em nada.

Acredito que procurar emprego, hoje em dia, é que nem procurar namorado(a); deixa eles correrem atrás.

Digo isso porque, neste mesmo fim de 2007, recebi um convite da Braskem. Uhu! Só que eu ia viajar para João Pessoa - estava tudo certo, já.

Durante a viagem, minha prima (Que ficou aqui pra fazer processo seletivo em uma grande rede de televisão - e foi aprovada) me liga dizendo que eles tinham entrado em contato, querendo marcar a entrevista. Dizem que eu tinha até dia 6 de janeiro pra entrar em contato com eles, e talz. Maravilha - eu voltava pra SP dia 3!

Só que, quando eu cheguei aqui e liguei, me disseram que eu perdi a chance porque eles já haviam enviado o número máximo de pessoas pra empresa (Era intermediada por uma empresa de RH). Ou seja, já era.

Porém, nesse meio tempo, eu recebi uma outra proposta, desta vez da Novartis (Sabe, a empresa farmacêutica?)!

Bom: resumindo, eu fiz a dinâmica (Que foi ÓTIMA! Não sabia que dava pra se divertir em dinâmicas!) e recebi a promessa de que, até uma semana após o término, eu receberia um e-mail falando se eu iria para a entrevista - ou se eu seria dispensado.

Então, isso faz duas semanas, já, e eu estou na espera.

Neste meio tempo, eu recebi uma vaga, pelo Nube, via e-mail. Como eu ainda tava com a cabeça mais na Novartis, ignorei.

Aí eles mandaram a mesma vaga, desta vez por mensagem de celular.

Ignorei novamente.

Aí, sábado, os caras me ligam de manhã pra falar da vaga. Aí eu pensei "Porra, é destino" e aceitei, finalmente. Quinta feira eu devo ir lá.


Entenderam agora o que eu quis dizer com não correr atrás?

Domingo, Outubro 07, 2007

Stand-up

Gente, fiquei sem atualizar esse tempo todo por falta de assunto, mesmo.


Quer dizer, eu comecei a fazer o curso de webdesign no Senac, mas acho que não dá uma postagem, esse assunto. Tenho andado "parado" (Entre aspas, mesmo, porque a facul tá me fodendo!)

O motivo da minha postagem, agora, é fazer um favor pra um amigo meu, Guilherme.

Porque vocês sabem... Todo publicitário tem um quê de comediante stand-up dentro de si. Aliás, é bem comum que publicitários, frustrados com a carreira de publicidade por diversos motivos, façam Stand-up que, pelo menos pra mim, é bem mais legal e engraçado.

Então. Esse Guilherme tem um texto de comédia Stand-up, tá querendo começar, e tal, mas queria ter certeza de algumas coisas, como se o texto dele tá bom, e talz...

Eu, pessoalmente, acho que é só uma tentativa de atrair elogios pra ele... Sabe, né? Dar aquele migué, e pá. Bem comum.

Eu tenho minha opinião sobre o texto dele, e já falei pra ele. Não vou falar aqui pra não influenciá-los.

Sem mais delongas:

STAND UP

Olá muito boa noite, meu nome é Francisco, eu também estudo publicidade na Faculdade Cásper Líbero.. pra vocês verem como o mercado está bombando de oportunidades não é?! Bom,.. a faculdade fica ali no prédio da gazeta...
Sim, aquilo é uma faculdade..
E não, eu não tenho aulas com a Mama Bruschetta.

O interessante de estudar na Paulista, é ter a oportunidade de se deparar com coisas que só a Paulista tem. Por exemplo, um dia desse de madrugada tava voltando para casa e vi um cara saindo do metrô com roupa camuflada, uma sai branca longa, turbante, um nariz esquisito, barba...obviamente saindo de uma festa a fantasia. Mas se não fosse o fato dele estar acompanhado pelo Jaspion e pelo Kiko (do Chaves) eu já ia ligar pra CIA, falando que eu achei o Bin Laden. Vai saber, ele podia ta na Paulista!

Bom.. passei quatro anos andando de metrô, e já tive tempo o bastante pra analisar as pessoas que andam com este meio de transporte, e isso é bem fácil, porque todas as cadeiras são colocadas de uma maneira estratégica que faz com que você seja obrigado a olhar pra cara de outra pessoa. É diferente do ônibus, que você pode olhar as pessoas na rua, mas no metrô não tem paisagem, ou seja, ou você encara o cara da frente ou fica olhando aquela porra de corrimão amarelo que não vai pra lugar nenhum. Ultimamente eles colocaram umas televisões em algumas linhas...inútil. Em 5 minutos você já viu toda a programação, é pior que a Gazeta.


Existe alguma coisa que eles colocam no ar que circula no metro, que eu nunca entendi direito. Deve ser um tipo de gás entristecedor, que deixa as pessoas deprimidas, a partir do momento que aquela campainha soa, não sei o que acontece a fisionomia delas mudam. Tipo...elas estão na plataforma conversando numa boa, e de repente elas entram no vagão e ficam carrancudas e sérias. Talvez seja a voz do operador que fala aquele clássico “estação Paraíso” de uma forma que quase me faz chorar. Ou quando ele fica nervoso e diz “ não impeça o fechamento das portas, isso causa atrasos...po%$*” é bem engraçado.


Outra coisa que eu odeio é festa de formatura. Puta que pariu negócio chato. Todo ano a mesma coisa, não muda nada. Sempre na hora da entrega dos diplomas tem aquela música do filme “2001 Odisséia no Espaço ou então “Carruagem de Fogo”, que o cara do som fica repetindo desde o Adilson da 8ªA até a Zélia do 3º Colegial F, ninguém agüenta. Daí vem a hora do baile que maravilha!!!
Aquele DJ vem com a porra do flashback, passando os sucesso dos anos 60, 70, 80 e 90 em meia hora!!! Daí quando vai chegando mais ou menos nos anos 70 ele vem com a clássica YMCA, parra gente ter o prazer de ver os tios bêbados dos formandos dançando! E depois coladinho com YMCA vem não-menos clássica “Macho Man”.


_____

Fim! Opinem, é sério! E eu também não sei porque ele se chama de Francisco.

Abraços!

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Segunda-feira, Agosto 27, 2007

The battle continues!

Então, gente! Não é porque eu tou frilando, agora, que eu vou parar de procurar trampo na área de publicidade, né?

Pois é. Essa semana foi a semana de mais tentativas. Afinal, eu sou brasileiro, e gosto de repetir frases clichê!



Vamos por partes, então:


Nessa terça, rolou na Cásper Líbero uma série de palestras com profissionais do mercado (A famigerada Semana da Propaganda da Cásper). O evento foi até quinta, mas o que nos interessa é a primeira palestra da terça.

Vocês já ouviram falar do Manual do Estagiário, disponível no site do Clube de Criação de SP? Não? Bom, se você também é um batalhador como eu e quer entrar na área de criação, pare de ler esse texto e vá ler o manual AGORA!







































...



























Leu? Ótimo. O cara escreve bem, né? O nome do autor, que escreveu o manual em 97, é Eugênio Mohallem, que, na época, trabalhava na Talent.

No fim de 2001 e início de 2002, ele saiu da Talent pra formar uma agência nova, a Fallon. Nunca ouviu falar dela? Bom, eu também não conhecia... Mas já vi várias campanhas deles na TV.

Enfim. O Mohallem foi dar palestra lá na Cásper. Ele explicou sobre como uma boa propaganda precisa ser criativa, precisa demonstrar o que ela quer de forma que entretenha o consumidor, que criar propaganda tem que ser que nem passar uma cantada, ao invés de ser direto e reto (Afinal, do mesmo jeito que uma propaganda boa não pode dizer apenas "oi, me compre", uma cantada não pode ser tipo "opa, tudo bem? Vamos lá em casa dar uma?" - palavras do próprio Mohallem), etc.

Até aí tudo ok. Aí ele mostrou umas campanhas deles pra ilustrar o que eles diziam. E putz... Pirei! A maioria das campanhas possuíam um humor irreverente, sem papas na língua, que tirava sarro desde situações cotidianas (Como o marido que ia trabalhar, viu o personal trainer da esposa, um cara sarado, musculoso e tal, e resolveu ficar em casa) até malhações ao Bush (Pra Carta Capital - era de se esperar, né?), passando pelas ótimas campanhas da America Airlines (As do "quem voa não precisa dormir mal", ou "quem voa não precisa comer bem"). Me identifiquei monstruosamente com a linha criativa deles. Decidi que aquela seria a agência aonde eu tramparia. Até de graça, se preciso. Resolvi que iria falar com ele após a palestra.

Obviamente, eu fiquei nervoso, hesitante e quase desisti. Afinal, eu não faço exatamente o gênero Cara-de-pau (Muito embora todo mundo diga que é preciso muita cara-de-pau pra trampar em criação). Mesmo assim, eu fui. Esperei terminar o espaço para perguntas e fui lá. Cumprimentei a coordenadora do curso, a Profª Vilma, e me apresentei ao Eugênio Mohallem. Aí eu, nervoso pra caraca, me forcei a engolir o nervosismo e mandar bala.

"Opa, tudo bom, Eugênio? Meu nome é Rodrigo. Desculpe a cara de pau, mas você não tem nenhuma vaga de estagiário de redação na sua agência, não?"
"Ah, Rodrigo, sabe quantos estagiários eu tenho? Nenhum! A gente não tem espaço, lá na agência. Em outubro a gente vai trocar de prédio, aí vai ficar maior."
"Ah, putz. Bem, pelo menos eu tentei."

Eu, idiota e nervoso como estava, deixei passar a oportunidade de falar "então quando vocês mudarem, me avise!", ou coisa assim. Além disso, eu fiz exatamente o que ele passou a palestra dizendo pra não fazer: cheguei diretamente, nele, e pedi a vaga. Ele deve ter pensado "Putz, o que esse cara fez na minha palestra? Dormiu?"

... de qualquer modo, eu não desisti de trabalhar lá. Irei continuar fazendo a minha pasta e, quando ela estiver uma maravilha, vou lá mostrar pra ele. Afinal, foi ele mesmo que disse que, quando alguém gosta da pasta de um estagiário, contrata ele. Se não tiver espaço, arruma. E eu ainda vou postar aqui dizendo "gente, virei redator da Fallon!"

Sim, eu sou obsessivo, compulsivo e doente. Mas sou gente fina.



Ok... Aí, essa semana, ainda, lá pela quinta feira, um amigo meu, Thiago, me mandou umas vagas pra redator que ele pegou no Publicijobs. Interessado, eu dei uma lida nas vagas... De quatro vagas, duas me interessaram. Uma pedia uma dupla de criação mais salário pretendido e a outra pedia um redator normal.

Mandei o e-mail pra primeira vaga me apresentando, e talz... Anexei algumas das minhas peças no e-mail, pra ajudá-lo na escolha, e fui pensar em um salário. Pensei assim: "ninguém quer pagar muito pra estágio em redação. Vou chutar bem baixo, até porque, não preciso de grana agora". Pedi 400 com VT ou 600 sem benefício nenhum - pelo que ouvi, a média de estagiário em criação.

No outro, mandei currículo e algumas peças, também.

Aí, de noite, encontrei com esse meu amigo que tinha me mandado as vagas. Ele quer ser diretor de arte, então eu perguntei se ele tinha mandado e-mail pra primeira vaga, lá, também.

"Mandei sim, cara."
"E quanto pediu?"
"1500"
"Putz, cê é otário. Ninguém vai te pagar isso. Eu pedi 400 com VT ou 600 sem."
"Otário é você, ou. A vaga não era pra estagiário. Era pra profissional!"

Entrei em choque e assim fiquei pelo resto do dia. A vaga era pra profissional! Fico imaginando até agora o cara recebendo o e-mail e passando pela agência inteira.

"AÊ, OLHA ISSO AQUI! OLHA O QUE ESSE OTÁRIO PEDIU! PUTA MERDA, QUE BICHO BURRO!"

Ou isso, ou eles me acharam tão barato que imaginaram que eu não prestava. Ou simplesmente não gostaram das minhas peças. Seja como for, eles não me responderam de volta. Nem dessa, nem da segunda vaga. Vai ver os caras da primeira encaminharam o e-mail pros da segunda e eu já virei motivo de chacota no mercado publicitário inteiro. Vai saber...



Enfim. Com mais essas frustrações, decidi que vou fazer um curso de web, no Senac, com a grana que tirar do frila, e vou fazer uns sites pra ganhar um extra enquanto não pego um trampo de verdade. Com mais grana, posso fazer um curso de Design Gráfico. Aí, se não conseguir Redação, posso ir pra Arte.



É. O segredo é sempre ter bom humor.


... acho, né?

Abraços!

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Sábado, Agosto 04, 2007

Murphy e eu.

Bom, gente... O inimaginável aconteceu: arranjei o que fazer!!

Quer dizer... Não é um emprego com "e" maiúsculo... É um Freelance. Mas, aí sim, com "F" maiúsculo (Aliás, por falar em "F", agradecimentos à Fer, que me arranjou a chance).

Basicamente, estou levantando dados para uma editora (Nem vou dar muitos detalhes sobre o que, pra quem e por que. Espero que entendam!)

Ia fazer um post enorme, hoje, falando sobre como aconteceu (Que foi bem random e de última hora), como eu me perdi por lá (De novo), etc., mas um acontecimento essa sexta... bem, ofuscou qualquer coisa.

Antes de começar, vou explicar como funciona o trampo: originalmente, era para eu trabalhar na tal editora. Porém, um pequeno problema físico (A.k.a., no room for me) fez com que eu fizesse o levantamento de dados via internet, de casa (Ou da faculdade, já que eu prefiro trabalhar por lá). Então, eu recebo uma lista do que preciso pegar, pego e envio ao coordenador do projeto, o Diego. Ah, sim. A primeira semana é de experiência!

'nuff said, vamos ao que aconteceu.
Consegui o trampo na quarta. Quinta, o Diego me mandou e-mail dizendo que iria se encontrar comigo na sexta (Nuss, quantos dias) para finalizar os últimos detalhes sobre o trampo. Até aí, tudo bem. Trampei na quinta, peguei o feeling do trampo, voltei pra casa às 17:30, comi um belo prato de arroz com feijão, fui pra faculdade, voltei e dormi.

Aí começou.

Durante a noite, uma ânsia de vômito terrível me acometeu. Pelo que eu podia "sentir", a culpa era do feijão. Do pouco que dormi, dormi muito mal. Até que, 6 da manhã, o inevitável ocorreu: O feijão quis voltar pelo caminho que entrou (Isso mesmo, eu vomitei).

TUDO o que eu precisava. No dia da reunião, ruim do estômago. Resolvi que aquele não era um motivo plausível para faltar à reunião, e decidi que iria, sim, independente do estômago ruim ou da dor nas costas que comecei a sentir sem motivo aparente.

Me dei ao luxo de dormir uma hora a mais, já que estava acabado, e fiz a segunda parte do frila de casa, mesmo. Próximo da hora de ir me arrumar, me deitei um pouco, pra aliviar a dor nas costas, almocei (Bem pouquinho, só pra eu não ficar fraco, já que não tinha fome nenhuma) e fui me arrumar.

Coloquei uma calça mais séria e uma camisa azul. Fui, então, passar o perfume.

O problema do meu perfume é que aquela paradinha que faz o líquido sair em "spray" quebrou, então ele sai como um jato d'água, mesmo. Por uma infelicidade do destino, o perfume caiu na minha camisa, azul, deixando uma mancha absurdamente bizarra. Parecia uma bola de Rugby. Tentei lavar, mas a mancha persistiu. Ok. Sem pânico. Troquei a camisa e pronto. Porém, aquilo já anunciava que tipo de dia eu teria.

Fui à Faculdade, uni os dados que tinha feito na quinta com os de ontem e remeti ao Diego. A reunião estava marcada para as 16:30. Cheguei à Brigadeiro Luís Antônio, aonde pegaria o ônibus, pouco antes das 16:00.

Agora... Eu sou uma pessoa que não costuma andar com dinheiro na carteira. Primeiro porque não gosto. Já fui assaltado, e sou da opinião de que dinheiro bom é dinheiro guardado no banco. Segundo porque se eu tenho dinheiro na carteira, eu gasto. É incrível. Se eu tenho, eu gasto, inconscientemente.

Então, lá ia eu, sem um tostão no bolso. O Banco do Brasil possui uma agência na esquina da Paulista com a Brigadeiro. Então, meu plano era simples: tirava dinheiro, pegava o ônibus e pronto.

Entro na agência, já munido de meu cartão, quando um rapaz de óculos e roupa social, provavelmente o gerente, me impede. "O sistema está fora do ar. Nenhum banco está funcionando".

Meio que entrei em pânico. Cheguei a fazer as seguintes equações na cabeça: "Rodrigo+dinheiro=ônibus=reunião" "Rodrigo - dinheiro = nem ônibus, nem reunião". Ia perder meu frila por causa de Murphy! Sem saber o que fazer, liguei pra Fernanda, minha amiga que me "agenciou", e expliquei meu caso. Depois de ser chamado de burro, por andar sem grana, ela me deu o número de uma cooperativa de táxis que aceitavam cartão. Mais uma vez, Fernanda era minha heroína.

Liguei pro número. Tocou três vezes e ficou mudo. Achei estranho, mas resolvi ligar de novo. Tocou duas vezes e a mesma coisa. O desespero voltou. Afinal, eu não conseguia falar com os caras! Mandei mensagem pra Fernanda, que deve ter me achado mais idiota ainda, e liguei pros táxis de novo. Por milagre divino, eu consegui. Isso já era umas 16:10. Falei onde eu tava, praonde eu ia, forneci os dados pedidos (Nome, telefone, etc.) e fui orientado a ligar dali a 5 minutos para checar a disponibilidade do carro.

A Fer me mandou uma mensagem dizendo pra relaxar, que o Diego disse que não tinha problema... E eu relaxei, claro. Chegaria atrasado, sim. Mas chegaria!

Passados os ditos cinco minutos, liguei novamente à cooperativa. Me foi dito que não havia nenhum carro nas proximidades, e que eles me retornariam assim que tivesse um carro ali perto. Ótimo.

Com as costas doendo de novo, sentei-me à escadaria do Banco do Brasil. Um simpático sorveteiro, com óculos que ocupavam metade de seu rosto, me cumprimentou. Cumprimentei de volta. Não sou mal-educado.

O tempo foi passando, pouco a pouco. 16:30... 16:40... 16:50 eu já estava ficando nervoso, de novo. Só que, vejam bem... Quando eu fico nervoso, eu geralmente costumo rir. É, rir da minha desgraça! Eu ficava pensando: "Vou perder o Frila por causa de Murphy! PFFFFFF!!!!!". Certamente, muita gente que me viu rindo sozinho, ali, achou que eu era idiota. Tentei ligar pro táxi. Tocou três vezes e ficou mudo. "Ah, ótimo".

Pensei: "Bem, o banco deve ter voltado ao normal". Entrei na agência para checar. Bingo! Tudo funcionando às mil maravilhas! Chequei meu Saldo e fui sacar. Porém, quando eu confirmei o saque, uma mensagem perturbadora: "Erro de comunicação". Puto, tentei outro caixa. Idem.

Saí da agência e sentei-me à escadaria de novo. Liguei novamente aos putos. Mesma coisa. Já havia perdido as esperanças, mas fiquei lá. O que mais poderia fazer?

O simpático sorveteiro passou de novo. Educado, me cumprimentou novamente. Eu o cumprimentei de volta.

Sentindo-se mais livre, parou o carrinho e o largou no meio da calçada, subindo as escadas e indo falar comigo.
- Olha, eu não te conheço, e estou vindo aqui sem lhe conhecer. Só existe uma palavra que importa: a natureza.
- É mesmo?
- Porque tudo o que o homem faz, não pode atravessar a natureza. Então, você fica no estresse, na preocupação - aqui, ele fez uma gesticulação de quem escreve em um teclado - e esquece de viver direito!
- Pior que é verdade, hein?
- Aí eu te digo o que fazer: venda sorvete.
- Ahhn... Tá.
- Qual seu nome?
- Rodrigo. E o seu?
- Dario! Olha, fique com Deus, viu?
Aí ele apertou minha mão e desceu. Fiquei imaginando o porque de ele ter agido daquele jeito. Então, ele se vira para mim e pergunta: "Quer um sorvete?"

Agradeci, dizendo que não, e não pude segurar o riso. Ele percebeu, dizendo "você ri, né?". Então, fez uma reverência exagerada (Com a qual eu respondi meneando a cabeça) e se foi.

Àquele momento, eu já nem sabia no que pensar mais. Tudo o que poderia acontecer já havia acontecido. Mesmo assim, continuei lá, tentando absorver direito o que acontecia.

17:10 a Fernanda liga.
"Meu, cadê você?"
"Ah eu liguei pro táxi mas o táxi não veio aí eu liguei de novo aí deu aquele erro de ficar mudo aí eu tentei tirar dinheiro aí eu não consegui aí um velhinho louco mandou eu vender sorvete, mano!!!!!!!"
"... ok. Olha, desencana da reunião. Liga pro Diego, explica o que aconteceu e pronto."
"Tá."

Liguei pro Diego, então, resumindo toda essa minha odisséia Murphylógica como uma "sucessão infeliz de eventos infelizes". No fim, ainda disse "Então... Desculpa por..." Por quê? Pelo banco ter saído do ar, pelo táxi não ter ido ou pelo fato de que eu teria que mudar o link do meu blog para "youngicecreamman"? "... pelo que aconteceu, aí".

Simples e objetivo. Afinal, mesmo não sendo minha culpa, achei que ele merecia um pedido de desculpas. Consegui remarcar a reunião pra segunda de manhã - e não perdi o Frila.

Acho que o principal que eu tirei dessa aventura toda foi que não se pode duvidar da Lei de Murphy.

Ou sei lá, né. Eu ainda não entendi direito o que aconteceu.

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Quarta-feira, Julho 18, 2007

Ruas, ruas e mais ruas.

Então, né... Como vocês já viram, eu sou péssimo em cumprir promessas. :O Fiquei mais uma era sem atualizar.


Ainda que não tenha desculpas, peço-as assim mesmo! É costume meu, esquecer de atualizar blogs (ou fotologs, ou enfim.)


Eu comentei que marquei uma entrevista na Martinluz? Nem, né? Então, marquei pra hoje, meio dia. Minha grande amiga Marion, que trabalha lá, fez um intermédio (QI, né? Como diz a Garota do Zippo, que mal tem em se ter sorte - ou contatos?). Aê eu fui lá.



Eu sempre costumo dizer que, se não rolar algo de inusitado, não foi entrevista. Foi, no máximo, uma visita formal. É que Murphy tá sempre comigo, né...

Pois não deu outra. Havia pego o endereço da agência, no site deles, e chequei no Guiamais, no dia em que soube que rolaria a entrevista. Olhei lá, talz... Perto do metrô Vila Madalena. Perfeito. Era só pegar a Marinho Falcão e seguir reto. Da Marinho Falcão pra Pascoal algo, da Pascoal algo pra rua das Tabocas, das Tabocas pra Lira. Fácil, né?

Hoje de manhã, depois de me arrumar, chequei o caminho de novo. Não tinha erro. Chegaria lá sem problema nenhum, se o caminho fosse aquele.

Ainda assim, por precaução, saí de casa às 11:00 e peguei o Consolação, pra dar tempo de contornar se desse alguma zica. Além disso, é sempre bom chegar mais cedo, né? Então, mochila com guarda chuva e revistas às costas, Portfolio à mão, eu fui.

Ok. Cheguei lá, sossegadão, virei a Marinho Falcão, segui até o final dela e... cadê a Pascoal Qualquer Coisa? A rua terminava numa tal de Paulistânia. Considerei ter pego o lado errado da Marinho Falcão, mas aquele era o único. Tinha uma pracinha que subia para algum lugar - mas e o medo de arriscar?

Já resignado por estar perdido, segui a Paulistânia atrás de um ponto de táxi ou qualquer um que pudesse me dar alguma indicação. No ínterim, liguei para a Marion e falei, basicamente: "Má, sabe como é, né... É que eu tou meio perdido, e talz". Ela me acalmou, dizendo que o Martin ainda não havia chegado, que podia marcar a reunião pra mais tarde com ele, e talz. Ótimo. Mas eu estava decidido a chegar lá a tempo.

Encontrei dois homens conversando qualquer coisa sobre um guarda-chuva. Eles poderiam me dar uma noção. Perguntei para eles como chegava à Rua das Tabocas - pois, chegando lá, eu me viraria fácil, já que a Tabocas acaba aonde a Lira começa, ou vice versa. Um deles me explicou da maneira menos clara possível: "Olha, cê segue essa rua, desce ali o escadão todo reto - ou, como diz o português, todo reto e direto (Pausas para risadas educadas dos três) - e aí você vai ver um ponto de táxi. Aí você desce e vai ver outro ponto de táxi. Aí você vai, e vira, e pega a rua que vier, e vai até chegar lá." Aham. Entendi até a parte do escadão.

Já considerava pegar um táxi - eram 11:40 -, então perguntei aonde ficava o ponto mais próximo. "Ah, voltando ali e virando à esquerda". Voltar? Eu???? Jamais!!!! Eu não volto! Como um legítimo Mahs - um cabeça dura - segui pelo caminho torto dele.

Cheguei ao escadão rapidamente - só que o escadão era, na verdade, uma ladeira (E que ladeira!) com alguns degraus. Inseguro, resolvi descer. Ali, encontrei uma mulher que descia aquele abismo junto a um rapaz do alto de seus seis anos de idade. Aqui, gostaria de abrir um parênteses só pra comentar: como é incrível a capacidade de socialização de um ser humano quando se encontra em necessidade de auxílio, né não? Então, voltando. Cheguei pra mulher e perguntei onde ficava a rua. Ela riu, pois disse que estava na mesma situação, mas ia para a rua dos Girassóis. Como tenho uma visão boa, pude ler, no meio da ladeira, a placa de uma das ruas que a cruzava (Sim, a ladeira era cruzada por umas quatro ruas, pra você ver o tamanho).
"Olha, a Girassóis é ali embaixo."
"Ufa, ainda bem. Eu tou atrasada."
"Pois é... Eu também, e tenho entrevista de emprego."
"Jura? Em que agência?"
"Na MartinLuz"
"Ah, eu vou na HDT"
"Ah, sim".

... de qualquer modo. Na Girassol, encontrei o primeiro ponto de táxi. Isso me deu um ânimo, mas fui confirmar o caminho com um taxista. Caminho correto. Desci mais aquela bagaça, só pensando em como seria voltar daquilo tudo.

Lá, no final, encontrei o segundo ponto de táxi - e a porra da Pascoal . Dali pra Tabocas e pra Lira, um pulo. Toquei a campainha, disse que tava lá pra uma entrevista e subi. É uma agência pequena, mas bem aconchegante (Se é que "aconchegante" pode ser usado para descrever uma agência). Fiquei esperando em um sofá branco, até minha amiga chegar, me receber, e talz. Vou pular a parte em que ela me levou pra conhecer a agência, e eu, mesmo sem jeito, entrei na sala lá, cheio de gente, que começaram a perguntar "que que esse cara tá fazendo, entrando assim?", e vou pra entrevista de fato.

O Martin chegou logo depois de mim. Ele me recebeu lá mesmo aonde eu estava esperando (Do lado do pessoal do Planejamento - aliás, acho que era Planejamento), e pediu pra ver o portfolio. Meu Portfolio tá pequeno - selecionei quatro peças, só, as que eu acho as melhores e mais bem produzidas. Ele deu uma olhada rápida, e tal, e se prendeu mais na última, dos Classificados Folha. Reparei que ele deu uma franzidinha na testa. Na mesma hora, pensei "Oh, God". Aí ele fechou o portfolio, dizendo que tinha gostado muito de todas - menos da última, porque não entendeu. Nessa, eu quase -- QUASE -- caí na besteira de explicar. Quando eu ia explicar, eu me contive, e aí ele disse exatamente o que eu pensei: se a peça precisa ser explicada, a idéia não está boa. Além disso, ele me mostrou mais uns dois erros - inclusive na escolha do produto, porque Classificados são algo que estão fadados à extinção. Ele fez umas críticas muito boas, muito produtivas. Disse também que a finalização gráfica das peças não estava muito boa, mas me eximiu da culpa porque eu fui lá pra tentar ser redator, não assistente de arte. Ok.

Por fim, ele me explicou que está sem vagas, mas que está planejando abrir uma muito em breve e que pode me chamar. Pediu para eu colocar mais umas duas peças e levar para ele dar uma orientada, também. Ótimo, porque isso é positivo pra caramba, a opinião de um dono de uma agência no seu portfolio. É, eu gostei desse cara. É gente fina.

Aí eu fui embora. Saí de lá feliz - até, claro, encontrar o abismão - ou, como eu a batizei quando estava para subí-la, "escadaria para o alto do Inferno". Depois de subir 75% da ladeira, eu já estava morto - é bem verdade que eu sou um sedentário maldito, mas aquela ladeira é algo bizarro. Eu tenho CERTEZA de que deve haver um caminho mais fácil - mas, quando eu for com mais tempo, lá, eu descubro. Porque, se eu for passar por aquela ladeira todo dia pra voltar pro metrô, eu mivudi!


Enfim. Torçam por mim, leitoras e leitores (?), pois ainda há luz no final do túnel!



PS: A peça dos Classificados será limada. Já os orgulhos do papai (As outra três, duas do Sedex e uma do Miojo), ficarão aonde estão: nas três primeiras páginas.

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Domingo, Junho 03, 2007

Eu não morri.

Tenho andado negligente com esse blog... E não me orgulho disso!


Há tempos que não posto nada aqui. Não postei sobre a entrevista na Discovery e nem o resultado (Resumindo beeeem basicamente: engasguei na entrevista de inglês e não peguei a vaga). não postei que fui assaltado (E nem iria postar, de qualquer modo... Isso é sensacionalismo puro!), nem postei da minha última entrevista, terça.


Eu poderia simplesmente culpar a facul, mas estaria mentindo se ela estivesse tomando o tempo todo. De fato, esse post é uma fuga dos trabalhos (Enquanto tou postando aqui, não tou bolando peça pra portifólio porra nenhuma!).


Enfim, gente... Eu tou bem, tou vivo, tou saudável (Mas saí de uma gripe cabulosa), completei 18 anos (Sim, eu sei que já posso ser preso. Evitem a piadinha, will ya?)... E tive a pior entrevista de emprego da minha vida. Não que eu já tenha passado por muitas, claro... Mãããs......



Foi assim: fui à TomharaTur, interessado em uma vaga de Marketing por lá. O dono da agência (De turismo, mas isso é óbvio), sr. Milton, parecia ser o tipo do cara espirituoso, brincalhão... Tirou sarro da minha letra, brincou com a minha idade ("Olha só, 18 anos com esse tamanhão!"), etc.

Aí começou a entrevista. E, vocês sabem... Eu não sou eu se algo estranho/bizarro/engraçado/inusitado deixar de acontecer. Então... Segue-se a entrevista:
- Sr. Rodrigo, o sr. é obediente? Tem facilidade em acatar ordens?
- Sim, claro (Até porque, quem diz que não?)
- E se eu mandasse o sr. pular... O sr. pularia?
- ............................. eeerrrrrrr.......... pularia, sim, mas ia querer saber porque, né...
- Essa resposta foi errada. Veja bem, um empregado precisa saber confiar em seu chefe, pois...

Sei que ele ficou falando mó cara sobre isso. Claro, ele fez isso por ser solícito. Ele havia notado, no meu currículo, que minha experiência profissional é zero ao quadrado, e tava me dando umas dicas para entrevistas.

Pois sei que, no fim, ele agradeceu, dizendo que eu era um "forte candidato, por morar perto da agência" (Ou seja, não por minhas qualificações, mas porque eu moro lá perto!), e que talvez ele me chamasse em 10 dias.


Saí de lá numa bad trip horrível. Ainda mais se considerando que eu me vesti bem pra baralho, com direito a terno, gravata e gelzim no cabelo, e a entrevista não durou mais que 15 minutos!

Já sei que na TomharaTur eu não trabalharei tão cedo.


Assim, minha saga continua (Pra deleite de quem entra aqui, ainda!).


Prometo não sumir mais...


Exceto no JUCA, porque JUCA é JUCA, né? ;)

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