Bom, gente... O inimaginável aconteceu: arranjei o que fazer!!
Quer dizer... Não é um emprego com "e" maiúsculo... É um Freelance. Mas, aí sim, com "F" maiúsculo (Aliás, por falar em "F", agradecimentos à Fer, que me arranjou a chance).
Basicamente, estou levantando dados para uma editora (Nem vou dar muitos detalhes sobre o que, pra quem e por que. Espero que entendam!)
Ia fazer um post enorme, hoje, falando sobre como aconteceu (Que foi bem random e de última hora), como eu me perdi por lá (De novo), etc., mas um acontecimento essa sexta... bem, ofuscou qualquer coisa.
Antes de começar, vou explicar como funciona o trampo: originalmente, era para eu trabalhar na tal editora. Porém, um pequeno problema físico (A.k.a., no room for me) fez com que eu fizesse o levantamento de dados via internet, de casa (Ou da faculdade, já que eu prefiro trabalhar por lá). Então, eu recebo uma lista do que preciso pegar, pego e envio ao coordenador do projeto, o Diego. Ah, sim. A primeira semana é de experiência!
'nuff said, vamos ao que aconteceu.
Consegui o trampo na quarta. Quinta, o Diego me mandou e-mail dizendo que iria se encontrar comigo na sexta (Nuss, quantos dias) para finalizar os últimos detalhes sobre o trampo. Até aí, tudo bem. Trampei na quinta, peguei o feeling do trampo, voltei pra casa às 17:30, comi um belo prato de arroz com feijão, fui pra faculdade, voltei e dormi.
Aí começou.
Durante a noite, uma ânsia de vômito terrível me acometeu. Pelo que eu podia "sentir", a culpa era do feijão. Do pouco que dormi, dormi muito mal. Até que, 6 da manhã, o inevitável ocorreu: O feijão quis voltar pelo caminho que entrou (Isso mesmo, eu vomitei).
TUDO o que eu precisava. No dia da reunião, ruim do estômago. Resolvi que aquele não era um motivo plausível para faltar à reunião, e decidi que iria, sim, independente do estômago ruim ou da dor nas costas que comecei a sentir sem motivo aparente.
Me dei ao luxo de dormir uma hora a mais, já que estava acabado, e fiz a segunda parte do frila de casa, mesmo. Próximo da hora de ir me arrumar, me deitei um pouco, pra aliviar a dor nas costas, almocei (Bem pouquinho, só pra eu não ficar fraco, já que não tinha fome nenhuma) e fui me arrumar.
Coloquei uma calça mais séria e uma camisa azul. Fui, então, passar o perfume.
O problema do meu perfume é que aquela paradinha que faz o líquido sair em "spray" quebrou, então ele sai como um jato d'água, mesmo. Por uma infelicidade do destino, o perfume caiu na minha camisa, azul, deixando uma mancha absurdamente bizarra. Parecia uma bola de Rugby. Tentei lavar, mas a mancha persistiu. Ok. Sem pânico. Troquei a camisa e pronto. Porém, aquilo já anunciava que tipo de dia eu teria.
Fui à Faculdade, uni os dados que tinha feito na quinta com os de ontem e remeti ao Diego. A reunião estava marcada para as 16:30. Cheguei à Brigadeiro Luís Antônio, aonde pegaria o ônibus, pouco antes das 16:00.
Agora... Eu sou uma pessoa que não costuma andar com dinheiro na carteira. Primeiro porque não gosto. Já fui assaltado, e sou da opinião de que dinheiro bom é dinheiro guardado no banco. Segundo porque se eu tenho dinheiro na carteira, eu gasto. É incrível. Se eu tenho, eu gasto, inconscientemente.
Então, lá ia eu, sem um tostão no bolso. O Banco do Brasil possui uma agência na esquina da Paulista com a Brigadeiro. Então, meu plano era simples: tirava dinheiro, pegava o ônibus e pronto.
Entro na agência, já munido de meu cartão, quando um rapaz de óculos e roupa social, provavelmente o gerente, me impede. "O sistema está fora do ar. Nenhum banco está funcionando".
Meio que entrei em pânico. Cheguei a fazer as seguintes equações na cabeça: "Rodrigo+dinheiro=ônibus=reunião" "Rodrigo - dinheiro = nem ônibus, nem reunião". Ia perder meu frila por causa de Murphy! Sem saber o que fazer, liguei pra Fernanda, minha amiga que me "agenciou", e expliquei meu caso. Depois de ser chamado de burro, por andar sem grana, ela me deu o número de uma cooperativa de táxis que aceitavam cartão. Mais uma vez, Fernanda era minha heroína.
Liguei pro número. Tocou três vezes e ficou mudo. Achei estranho, mas resolvi ligar de novo. Tocou duas vezes e a mesma coisa. O desespero voltou. Afinal, eu não conseguia falar com os caras! Mandei mensagem pra Fernanda, que deve ter me achado mais idiota ainda, e liguei pros táxis de novo. Por milagre divino, eu consegui. Isso já era umas 16:10. Falei onde eu tava, praonde eu ia, forneci os dados pedidos (Nome, telefone, etc.) e fui orientado a ligar dali a 5 minutos para checar a disponibilidade do carro.
A Fer me mandou uma mensagem dizendo pra relaxar, que o Diego disse que não tinha problema... E eu relaxei, claro. Chegaria atrasado, sim. Mas chegaria!
Passados os ditos cinco minutos, liguei novamente à cooperativa. Me foi dito que não havia nenhum carro nas proximidades, e que eles me retornariam assim que tivesse um carro ali perto. Ótimo.
Com as costas doendo de novo, sentei-me à escadaria do Banco do Brasil. Um simpático sorveteiro, com óculos que ocupavam metade de seu rosto, me cumprimentou. Cumprimentei de volta. Não sou mal-educado.
O tempo foi passando, pouco a pouco. 16:30... 16:40... 16:50 eu já estava ficando nervoso, de novo. Só que, vejam bem... Quando eu fico nervoso, eu geralmente costumo rir. É, rir da minha desgraça! Eu ficava pensando: "Vou perder o Frila por causa de Murphy! PFFFFFF!!!!!". Certamente, muita gente que me viu rindo sozinho, ali, achou que eu era idiota. Tentei ligar pro táxi. Tocou três vezes e ficou mudo. "Ah, ótimo".
Pensei: "Bem, o banco deve ter voltado ao normal". Entrei na agência para checar. Bingo! Tudo funcionando às mil maravilhas! Chequei meu Saldo e fui sacar. Porém, quando eu confirmei o saque, uma mensagem perturbadora: "Erro de comunicação". Puto, tentei outro caixa. Idem.
Saí da agência e sentei-me à escadaria de novo. Liguei novamente aos putos. Mesma coisa. Já havia perdido as esperanças, mas fiquei lá. O que mais poderia fazer?
O simpático sorveteiro passou de novo. Educado, me cumprimentou novamente. Eu o cumprimentei de volta.
Sentindo-se mais livre, parou o carrinho e o largou no meio da calçada, subindo as escadas e indo falar comigo.
- Olha, eu não te conheço, e estou vindo aqui sem lhe conhecer. Só existe uma palavra que importa: a natureza.
- É mesmo?
- Porque tudo o que o homem faz, não pode atravessar a natureza. Então, você fica no estresse, na preocupação - aqui, ele fez uma gesticulação de quem escreve em um teclado - e esquece de viver direito!
- Pior que é verdade, hein?
- Aí eu te digo o que fazer: venda sorvete.
- Ahhn... Tá.
- Qual seu nome?
- Rodrigo. E o seu?
- Dario! Olha, fique com Deus, viu?
Aí ele apertou minha mão e desceu. Fiquei imaginando o porque de ele ter agido daquele jeito. Então, ele se vira para mim e pergunta: "Quer um sorvete?"
Agradeci, dizendo que não, e não pude segurar o riso. Ele percebeu, dizendo "você ri, né?". Então, fez uma reverência exagerada (Com a qual eu respondi meneando a cabeça) e se foi.
Àquele momento, eu já nem sabia no que pensar mais. Tudo o que poderia acontecer já havia acontecido. Mesmo assim, continuei lá, tentando absorver direito o que acontecia.
17:10 a Fernanda liga.
"Meu, cadê você?"
"Ah eu liguei pro táxi mas o táxi não veio aí eu liguei de novo aí deu aquele erro de ficar mudo aí eu tentei tirar dinheiro aí eu não consegui aí um velhinho louco mandou eu vender sorvete, mano!!!!!!!"
"... ok. Olha, desencana da reunião. Liga pro Diego, explica o que aconteceu e pronto."
"Tá."
Liguei pro Diego, então, resumindo toda essa minha odisséia Murphylógica como uma "sucessão infeliz de eventos infelizes". No fim, ainda disse "Então... Desculpa por..." Por quê? Pelo banco ter saído do ar, pelo táxi não ter ido ou pelo fato de que eu teria que mudar o link do meu blog para "youngicecreamman"? "... pelo que aconteceu, aí".
Simples e objetivo. Afinal, mesmo não sendo minha culpa, achei que ele merecia um pedido de desculpas. Consegui remarcar a reunião pra segunda de manhã - e não perdi o Frila.
Acho que o principal que eu tirei dessa aventura toda foi que não se pode duvidar da Lei de Murphy.
Ou sei lá, né. Eu ainda não entendi direito o que aconteceu.
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